Depois dos muitos golos sofridos na pré-época, as expectativas para a Taça eram moderadas. Tanto mais agradável foi a vitória fora de casa frente ao rival da liga.
No início, porém, nada apontava nesse sentido. Mal o jogo tinha começado, já estava 1:0, na sequência de um erro na saída de bola. Os de Gutach continuaram a criar perigo, mas de posição promissora esbarraram em Albo, no ferro ou na própria ineficácia. Quando, ao fim de um quarto de hora, surgiu o 2:0, os adeptos dos portuenses já temiam um descalabro, mas as coisas correram de outra forma. Os portuenses lutaram para voltar ao jogo e reduziram ao minuto 26, com um prolongamento de cabeça de Jan para o ângulo mais afastado, segundo a receita comprovada (que, no entanto, não se revela). Os de Gutach ficaram em choque e foram perdendo o fio à meada logo na construção do jogo.
Também depois do intervalo a equipa da casa não conseguiu transformar a sua superioridade física em boas oportunidades. Em contrapartida, a entrada de Rino ao intervalo surtiu efeito imediato. Ao minuto 47, segurou a bola na grande área e cruzou na perfeição para Noah. Este manteve a serenidade, deixou dois adversários pelo caminho, ainda enganou o guarda-redes e fez o empate. Rino segurava as bolas na frente, sobretudo após os pontapés longos de Ruben, e distribuía-as com passes inteligentes. Os de Gutach pressionavam alto e também o guarda-redes se colocava muitas vezes à frente da sua grande área. Jan tinha reparado nisso e tentou colocar por cima dele uma bola intercetada logo depois do meio-campo, mas o guarda-redes ainda conseguiu cortá-la. A vinte minutos do fim, Luis cabeceou isolado após um canto. O guarda-redes ainda conseguiu, de alguma forma, defender. Stevie aproveitou o ressalto e juntou ao golo um pouco de conversa provocatória com os adeptos locais. A um quarto de hora do fim, o 4:2. Rino fez melhor do que Jan e atirou a bola do meio-campo por cima do guarda-redes, dado a saídas, para dentro da baliza. A alegria durou exatamente um minuto, porque os de Gutach reduziram logo a seguir. Atiraram então tudo para a frente, e os portuenses atravessaram-se em cada remate. Jochen produziu um passe atrasado que o árbitro, na fase final cada vez mais atribulada, considerou controlado, assinalando livre indireto dentro da grande área. Albo defendeu o livre para a barra e, no tempo seguinte, ainda travou mais oportunidades dos de Gutach, que a cada ataque desperdiçado iam perdendo a fé no empate. Mas, como é habitual, os adeptos dos portuenses tremeram até ao último segundo do tempo de compensação. A vitória teve um travo amargo, já que Jan teve de ser substituído com uma lesão no joelho – daqui as nossas melhoras.
Depois disso, a vitória pôde ser festejada num bufete conjunto. Um obrigado ao velho lutador e responsável pela sede do clube, Silvio, e a Klaus, que já antes tinham feito o convite. O próximo jogo da Taça realiza-se em paralelo com o jogo da Taça do SC em Düsseldorf – vamos ver quem segue em frente.
Seguiram ambos: o SC com um 5:1 e o FC Portugiesen com um triunfo por 6:3 em casa da SG Kenzingen/Bombach. E na próxima ronda defronta o DJK Heuweiler. Os marcadores foram Pascal, Noah, Fabio, Leo, Mohsen e, por último mas não menos importante, Luis.